sinto vontades descabidas:
de sentar no chão da minúscula varanda e mirar a única estrela que o céu da cidade grande oferece; quero me esconder atrás da cortina para ninguém ver minha cara enquanto escrevo; já não quero ir para o ceará, mas anseio voar nas asas do arcanjo. então, construirei uma casa caiada no pico da serra, perto do sol. subirei e descerei as ladeiras com livros, cadernos e tecidos, tendo medo e vontade de encontrar; depois me balançar nas cadeiras de área enquanto minha vó me ensina a ser silêncio e depois fala, me dizendo que você virá; quero mandar áudios de veludo; e não duvidar; quero acordar com o sol e dormir com as galinhas; quero ter fé de dia e de noite e aprender a fazer penitência por quem não me ama; quero meu dentes alvos e que meu cabelo não arme; que meu coração dispare mas que minha barriga se cale quando eu te encontrar. quero escrever textos inter
mi
ná veis
cheios de querências, antes do efeito acabar.
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